A complexidade presente no conceito de inteligência remete a amplas reflexões. Ao considerá-la um atributo que emerge nos seres vivos, em particular nos humanos, depara-se com desafios de natureza filosófica e epistêmica para sua compreensão. Desse ponto de vista, o conceito de inteligência abarca, na atualidade, uma multiplicidade de habilidades e capacidades que moldam e transformam comportamentos.
No contexto atual, marcado por transformações aceleradas nas esferas tecnológica, ambiental, social e cultural, repensar o conceito de inteligência torna-se fundamental para enfrentar os desafios contemporâneos. As múltiplas crises – climática, epistêmica, ética e política – exigem formas ampliadas de compreender e agir no mundo, superando modelos unidimensionais e instrumentalizados de racionalidade. Reconhecer as inteligências em sua pluralidade (humanas, mais-que-humanas, artificiais, coletivas e situadas) permite reconfigurar modos de conhecimento, de convivência e de cuidado, promovendo abordagens mais sensíveis à complexidade, à interdependência e à diversidade de formas de vida e saber.
Vivenciamos um momento particular da história no qual o desenvolvimento das tecnociências levou ao advento da Inteligência Artificial manifestada em suas múltiplas formas. São evidentes os impactos causados de maneira profunda na vida, com implicações e possibilidades presentes no cerne de diferentes discussões científicas, filosóficas, políticas, educacionais e sociais, pois ainda não se sabe quais são os limites e o alcance que tais tecnologias podem alcançar.
Para discutir a multiplicidade de aspectos presente no tema “INTELIGÊNCIAS”, a edição 2025 dos Diálogos Avançados propõe uma série de debates motivando reflexões sobre como esse fenômeno pode impactar a sociedade e o destino da humanidade.